A FRELIMO voltou a manifestar preocupação com a
persistência da corrupção no país, alertando que o fenómeno continua a
comprometer o funcionamento normal das instituições públicas e a minar a
confiança dos cidadãos no Estado.
O posicionamento foi tornado público pelo
secretário-geral do partido, Shakil Aboobakar, que defendeu a
necessidade de uma postura firme e prática no combate a este mal social,
sublinhando que a corrupção não pode ser encarada como algo normal na sociedade
moçambicana.
Segundo o dirigente, práticas como o pagamento de valores
para a obtenção de documentos ou para melhorar o atendimento em instituições
públicas não devem ser aceites nem toleradas.
“Nós temos de começar a acabar, temos de começar a trabalhar de forma concreta. Não bastará fazer discursos. É preciso que, de forma concreta, no terreno, com acções directas de combate à corrupção, possamos começar a desmotivar qualquer indivíduo, seja ele quem for, que prime por este comportamento nocivo à nossa sociedade”, afirmou Shakil Aboobakar.
O secretário-geral assegurou que o partido será vigilante
e implacável perante qualquer envolvimento de membros, militantes ou
simpatizantes da Frelimo em actos de corrupção, reiterando que ninguém está
acima da lei.
De acordo com o dirigente, todos os quadros com
responsabilidades atribuídas pelo partido devem pautar pela integridade e pelo
respeito às normas legais, sob pena de responderem judicialmente pelos seus
actos.
“Nós temos estado a dizer que aqueles que têm responsabilidade e são responsabilidades atribuídas pela Frelimo, nós vamos estar vigilantes, vamos ser implacáveis contra actos de corrupção. Se, de facto, envolver um quadro, um militante, um membro ou simpatizante do partido, ele não pode estar acima da lei. Será e deve ser responsabilizado conforme o acto e o dano que causou à nossa sociedade e ao nosso país. Não devemos normalizar a corrupção”, frisou.
Para além do posicionamento interno, Shakil Aboobakar
destacou que o combate à corrupção não deve ser visto como responsabilidade
exclusiva de um partido ou do Governo, mas sim como um compromisso nacional.
O dirigente apelou a todos os moçambicanos para que
rejeitem práticas ilícitas e contribuam para a consolidação de uma cultura de
integridade, transparência e prestação de contas.
Segundo explicou, apenas com o envolvimento colectivo
será possível garantir que as instituições públicas sirvam o cidadão com
honestidade, dignidade e eficiência, reforçando assim a confiança da população
no aparelho do Estado.
A Frelimo reafirma que continuará a defender acções
concretas no terreno como forma de desencorajar comportamentos ilícitos e
promover uma governação baseada em princípios éticos e legais, visando o fortalecimento
do Estado de Direito e o desenvolvimento sustentável do país.(MRTV)

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