
O governo moçambicano aprovou hoje a estratégia nacional para garantir a conformidade e efectividade dos padrões exigidos pelo Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
Aresolucção que aprova a Estratégia de Continuidade e Sustentabilidade do Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Financiamento de Proliferação de Armas de Destruição em Massa e o respectivo plano de acção 2026-2030 foi aprovada pelo Conselho de Ministros, reunido hoje em Maputo.
“A estratégia visa assegurar a continuidade da conformidade e efectividade com os padrões internacionais estabelecidos pelo GAFI, protegendo assim a integridade e a estabilidade do sistema financeiro nacional através de uma abordagem abrangente e sustentável, com acções prioritárias e concretas nos domínios das autoridades aplicadoras da lei, órgãos de supervisão das instituições financeiras a actividade e profissões não financeiras”, explicou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
A plenária do GAFI proclamou em 24 de outubro, em Paris, a saída de Moçambique da “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais, três anos após a inclusão.
O coordenador nacional para a remoção de Moçambique daquela lista, Luís Abel Cezerilo, que é também director-geral adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (Gifim), disse nesse dia à Lusa que a decisão de saída foi aprovada com a recomendação de o país “trabalhar” na “melhoria do mapeamento de risco”.
Moçambique integrava desde 2022 a “lista cinzenta” internacional de branqueamento de capitais do GAFI, mas o Governo anunciou em meados de 2025 que já cumpria todas as recomendações para a sua retirada e que o objetivo era assegurar, após a retirada, a manutenção desse estatuto em próximas avaliações.
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