Moçambique conta com o primeiro laboratório de simulação realística para formação em saúde

 

O Governo de Moçambique,através do Ministério da Saúde (MISAU), inaugurou, na segunda-feira (9), no Instituto de Ciências de Saúde de Maputo, o primeiro laboratório de simulação pedagógica realística do país para formação de profissionais de saúde.

Trata-se de uma infraestrutura avaliada em 3 milhões de euros, resultante do financiamento do governo Italiano com parceria do Japão, cujo objetivo é reforçar a capacitação de estudantes, melhorar a qualidade do atendimento no sistema nacional de saúde, responder ao crescimento das doenças crônicas e a demanda por cuidados intensivos.

Durante a cerimónia, o ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que onovo laboratório de simulação pedagógica realística representa um passo histórico para a formação de profissionais de saúde no país.

De acordo com o ministro da Saúde,o centro está equipado com tecnologia digital avançada, salas de treino clínico e uma biblioteca física e virtual, permitindo que os estudantes pratiquem procedimentos medicos em ambiente controlado antes de atuarem diretamente com pacientes.

Isse ainda referiu que além do laboratório inaugurado em Maputo, está prevista para as próximas semanas a entrega de um segundo centro de formação na cidade da Beira, focado na área de neonatologia, para melhorar o atendimento a recém-nascidos nas primeiras horas de vida.

Parte do financiamento vai ser, igualmente, aplicado no desenvolvimento de sistemas de telemedicina, que vão permitir ampliar o acesso a especialistas e melhorar o acompanhamento clínico em diferentes regiões do país.

Na ocasião, o governante alertou para a mudança do perfil epidemiológico no país, marcado pelo aumento das doenças crónicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer,bem como dos casos de trauma.

“Estão a acompanhar que o perfil dedoenças no nosso país está a mudar, as doenças crônicas não transmissíveis e o trauma são um dos principais problemas de saúde pública no país, por isso, a visão do governo, é trazer resposta àquilo que é o problema do nosso país.”

De acordo com dados apresentados, a mortalidade associada a essas doenças passou de cerca de 5 a 8% em 2005 para aproximadamente 29% em 2026.

Perante este cenário, o ministro apelou aos estudantes e docentes do Instituto Superior de Ciências de Saúde para que reforcem o compromisso com a ética, a humanização e a qualidade no atendimento aos pacientes.

“Eu fico muito envergonhado como ministro da Saúde quando vejo nas redes sociais mau atendimento, cobranças ilícitas, isto dói, porque, na saúde, não pode existir gente que trata mal o outro, isso não pode.”

Por seu turno, Giulio Borgnolo, Chefe do projecto, denominado fortalecimento de sistemas de institutos de formação de pessoal de saúde e apoio ao fortalecimento da telemedicina, assegurou que o objectivo fundamental do projecto é melhorar a qualidade dos serviços públicos de saúde em Moçambique.

Explicou igualmente que, a estratégia do projecto assenta em dois pilares cruciais, a destacar, apoiar o sistema de formação, incluindo Direção Moçambique conta com primeiro laboratório de simulação realística para formação em saúde Nacional de Farmácia e Produtos de Saúde (DNFPS), e os institutos de formação com formadores, para melhorar a qualidade do processo formativo.

Por outro lado, pretendem-se criar condições adequadas para estabelecer centros ”modelo” que possam servir de exemplo e referência para todo o território nacional, “ este equipamento permite-nos aplicar a metodologia da simulação, que oferece um ambiente protegido para uma aprendizagem eficaz, seguindo o princípio” Transformar o erro em aprendizagem, com segurança,” referiu a fonte. (IKWELI)

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