Primeira-Dama defende justiça célere e condena violação dos direitos da mulher



A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Tchapo, afirmou esta quarta-feira, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, que o país não pode permitir que os direitos das mulheres continuem a ser violados, defendendo que os autores de crimes contra a dignidade feminina sejam responsabilizados nos termos da lei.

A esposa do Presidente da República falava durante a cerimónia de lançamento do Mês da Mulher Moçambicana, que culminará com a celebração do Dia do Destacamento Feminino, assinalado a 7 de Abril. Na ocasião, destacou a necessidade de reforçar a justiça e garantir que os casos de violência contra mulheres e raparigas sejam tratados com a devida urgência.


Segundo Gueta Tchapo, a justiça não deve ser retardada quando estão em causa crimes que atentam contra a dignidade da mulher, sublinhando que a sociedade moçambicana precisa de assumir uma posição firme na defesa dos direitos femininos.

"A justiça não pode ser retardada e nem permitir que os direitos da mulher sejam violados, sobretudo quando estão em causa crimes que atentam contra a dignidade das mesmas. Os praticantes devem ser responsabilizados nos termos da lei”, afirmou.

Durante a sua intervenção, a Primeira-Dama reconheceu que, apesar dos avanços registados ao longo dos anos, ainda persistem desafios que limitam o pleno desenvolvimento das mulheres e raparigas em Moçambique. Entre os principais obstáculos, destacou as uniões prematuras, gravidezes precoces e a violência baseada no género, fenómenos que continuam a afectar significativamente o percurso social, educacional e económico de muitas mulheres.



Para Gueta Tchapo, o Mês da Mulher deve servir não apenas para celebrar as conquistas alcançadas, mas também como um espaço de reflexão e mobilização nacional para enfrentar os problemas que ainda impedem muitas mulheres de atingir o seu potencial.

“Celebramos as conquistas e reconheçamos o trabalho silencioso das mães camponesas, trabalhadoras domésticas, professoras, enfermeiras, empresárias e jovens estudantes. Mas também conversemos sobre os desafios e as barreiras que ainda impedem muitas mulheres de alcançar todo o seu potencial”, disse.

A dirigente apelou ainda ao envolvimento de todos os sectores da sociedade — Governo, organizações da sociedade civil, comunidades e famílias — na promoção da igualdade de género e na defesa dos direitos das mulheres e raparigas.

Este ano, o Mês da Mulher Moçambicana é celebrado sob o lema “Direitos, Justiça e Acção para Todas as Mulheres e Raparigas”, uma mensagem que pretende reforçar o compromisso nacional com a promoção da equidade de género e a proteção dos direitos femininos em todo o país. (MRTV)



 

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