MOZ Environmental encerra unidade de incineração em Pemba e prepara transferência para novas instalações


 

A MOZ Environmental confirmou o encerramento definitivo da sua unidade de incineração nas atuais instalações, em Pemba, e anunciou que o processo de transferência das operações para um novo espaço já está em curso.


A decisão surge no âmbito das medidas assumidas pela empresa após a conferência de imprensa realizada em outubro de 2025, na sequência de reclamações e da manifestação protagonizada por residentes do bairro Metula, Unidade “D”.


Durante nova conferência de imprensa, convocada para prestar esclarecimentos públicos, o porta-voz da empresa, Alfredo Zandamela, garantiu que a actividade de incineração foi totalmente cessada no local.


“Conforme nós dissemos, iríamos eliminar completamente esta máquina aqui no local, não iríamos mais fazer o processo de incineração. A máquina está num processo agora de ser desmontada daqui a alguns dias”, afirmou.


Segundo explicou, a comunicação formal do encerramento foi feita às autoridades competentes no dia 9 de janeiro de 2026, incluindo o Município de Pemba e entidades governamentais ligadas ao setor ambiental.

Zandamela rejeitou informações que apontavam para a continuidade da actividade.


“Essa informação é incorreta. Nós, de facto, não estamos a fazer nenhuma actividade de incineração.”


No encontro com os órgãos de comunicação social, a MOZ Environmental detalhou as acções implementadas para mitigar impactos ambientais, nomeadamente odores e fumos — uma das principais preocupações levantadas pela comunidade.

Entre as medidas já executadas está a transferência de águas residuais de tanques abertos para tanques fechados, passando o remanescente a seguir directamente para o processo de tratamento.


“Uma das medidas que naquela altura nos prometemos que estávamos a colocar em curso era a transferência das águas de tanques abertos para tanques fechados. Esse processo aconteceu e as poucas águas que restaram nos tanques vão directamente no processo de tratamento”, explicou o porta-voz.


A eliminação da incineradora no local actual foi apontada como a segunda grande medida estruturante para reduzir emissões atmosféricas.

A empresa confirmou que já dispõe das licenças necessárias para continuar a operar, estando apenas condicionadas à definição exacta do novo espaço.


“Já temos as licenças prontas, apenas condicionadas sobre o espaço exacto. Se será o sítio que nós agora estamos a mover provisoriamente, ou no sítio que estamos em negociação com o município para nós recebermos esse espaço”, avançou Zandamela.


Caso não haja uma decisão célere quanto ao espaço definitivo, a empresa admite avançar com uma solução provisória para garantir a continuidade operacional.

Durante a conferência, os jornalistas foram convidados a conhecer as futuras instalações, num gesto que a empresa enquadrou como parte da sua política de maior transparência.


A MOZ Environmental revelou ainda que, na actual fase, está a operar com prejuízos financeiros, devido à necessidade de encaminhar resíduos para outras províncias, uma vez que a incineração deixou de ser realizada localmente.


“Nós estamos a operar em prejuízo, porque de facto há coisas que nós podíamos fazer aqui, mas temos que, em algum momento, transportar para Nacala, transportar para o aterro de Mavoco, em Maputo, em alguns casos para as nossas instalações que temos em Tete. Então, o custo, pode imaginar, é enorme”, declarou o porta-voz.


Segundo a empresa, os encargos com transporte inter-provincial e tratamento externo aumentaram significativamente os custos operacionais.

A MOZ Environmental reafirmou que o processo decorre em coordenação com o Município de Pemba e outras autoridades governamentais, garantindo que continuará a cumprir a legislação ambiental em vigor.


A empresa reiterou o compromisso com a gestão ambiental responsável, o diálogo comunitário e a implementação de soluções que assegurem a continuidade das operações sem comprometer o bem-estar das comunidades vizinhas.(MRTV)

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