FIPAG precisa mais de 4 milhões de meticais para reparar os danos deixados pelas chuvas


 

Danos no sistema de abastecimento de água avaliados em mais de 4 milhões de meticais

As chuvas intensas registadas nos dias 13 e 14 de março na província de Cabo Delgado causaram prejuízos significativos ao sistema de abastecimento de água, obrigando o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) a mobilizar recursos para a reposição das infraestruturas afectadas.

A informação foi avançada esta segunda-feira, em Pemba, durante a reunião do Comité Operativo de Emergência (COE), que analisou os impactos das chuvas em diferentes sectores da província.

Segundo o director do FIPAG, Eugénio Matsinhe, desde o início das chuvas o sistema ficou praticamente paralisado durante 24 horas, afectando milhares de consumidores.

“Desde que começaram as chuvas no dia 13 a 14, o nosso sistema praticamente ficou paralisado durante 24 horas. Significa que cerca de 123.819 habitantes que se beneficiam do sistema de abastecimento de água na cidade de Pemba, assim como em Metuge, ficaram afectados”, afirmou.

De acordo com a avaliação feita pela instituição, são necessários 4.163.156 meticais e 36 centavos para repor integralmente o sistema.

 “Nós avaliamos o impacto dessas chuvas em cerca de 4.163.156 meticais e 36 centavos, que são necessários para repor o nosso sistema de abastecimento de água na sua totalidade”, acrescentou.

No distrito de Metuge, o abastecimento na vila-sede encontra-se interrompido. Para a reposição do serviço, o FIPAG estima a necessidade de cerca de 1.130.000 meticais.

“Agora estamos a operacionalizar o abastecimento de água na vila-sede do distrito de Metuge, que se encontra neste momento interrompido. Precisamos de cerca de 1.130.000 meticais para repor o abastecimento”, explicou.

Já na cidade de Pemba, foram registados danos provocados por erosão ao longo da tubagem, avaliados em 533.156 meticais e 36 centavos.

As autoridades indicam que continuam as avaliações técnicas no terreno para priorizar intervenções e mobilizar os recursos necessários, numa altura em que a procura por água potável tende a aumentar devido à época chuvosa e aos riscos de doenças de origem hídrica. (MRTV)


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