SERNIC detém cidadão de 28 anos acusado de burlar 3 milhões de meticais com falsas promessas de emprego em Cabo Delgado

‎Por: Ibraimo Abdulai

‎O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Cabo Delgado, deteve no último dia 16 de Maio, no distrito de Namuno, um cidadão moçambicano de 28 anos de idade acusado de protagonizar um esquema de burla informática através de falsas promessas de emprego, usando contas falsas nas redes sociais e identidades de instituições ligadas à formação de professores para enganar vítimas. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 18 de Maio de 2026, pelo porta-voz do SERNIC em Cabo Delgado, Arnelio Sola, durante uma conferência de imprensa na cidade de Pemba.

‎Segundo Arnelio Sola, o indivíduo é acusado de ter burlado cerca de três milhões de meticais, envolvendo pelo menos 15 vítimas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, através de promessas falsas de vagas de emprego em centros de formação de professores, exigindo pagamentos antecipados às vítimas. O porta-voz explicou que, devido ao facto das burlas terem ocorrido de forma gradual e por meios electrónicos, não foi possível recuperar qualquer valor até ao momento.

‎“Através de meios electrónicos teria aberto algumas contas nas redes sociais, concretamente três contas no Facebook com diferentes nomes e quatro contas de WhatsApp também com identidades diferentes. As diligências feitas no dia 16, no distrito de Namuno, culminaram com a detenção deste cidadão, indiciado no crime de burla informática. Após a sua identificação foi possível apreender três telefones celulares e sete cartões SIM registados em nomes diferentes. O cidadão fez mais de 15 vítimas e foi possível apurarmos que terá burlado cerca de três milhões de meticais”, explicou.

‎De acordo com Arnelio Sola, após um breve interrogatório levado a cabo pelo SERNIC, o indiciado assumiu a prática do crime. O porta-voz acrescentou que as investigações prosseguem com vista à identificação de mais vítimas e de possíveis cúmplices envolvidos no esquema fraudulento.

‎“Temos registos de que ele não actuava sozinho. Simulava a presença de outras pessoas, intitulando-se funcionários dos recursos humanos, para desencadear melhor estas incursões criminosas”, afirmou.

‎O porta-voz do SERNIC revelou ainda que o indiciado poderá também responder pelo crime de branqueamento de capitais, estando em curso diligências para rastrear e confiscar bens alegadamente adquiridos com os valores obtidos das burlas. Segundo Sola, os expedientes já foram remetidos ao Ministério Público para os devidos trâmites legais subsequentes.

‎Por sua vez, o indiciado assumiu a prática do crime e alegou ter sido motivado pela actual situação socioeconómica do país, afirmando igualmente estar arrependido do envolvimento no esquema.

‎Entretanto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal apelou à população a desconfiar de ofertas de emprego que exijam pagamentos antecipados, recomendando que casos suspeitos sejam denunciados às autoridades competentes para responsabilização criminal dos envolvidos.(MRTV)

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