Por: Ibraimo Abdulai
O Projecto RESTORE, de resposta humanitária às populações afectadas por conflitos e cheias nas províncias de Cabo Delgado, Gaza e Nampula, já executou 68% das actividades previstas e alcançou cerca de 102 mil pessoas, de um total de 152 mil beneficiários projectados.
Os dados foram avançados esta quinta-feira, 20 de Agosto, durante o Workshop de Revisão Conjunta em Tempo Real do projecto, realizado na cidade de Pemba, pelo Director Nacional Adjunto da CARE, Vicente Adriano, que considera positiva a execução do projecto a meio do período de implementação.
“De uma forma geral, o programa tem uma execução boa. Nesta fase, a meio-termo da implementação, estamos a falar de uma execução de cerca de 68%, com intervenções no sector da agricultura e segurança alimentar, que inclui distribuições de insumos agrícolas e também assistências monetárias às famílias afectadas pelas cheias na província de Gaza”, explicou Vicente Adriano.
Apesar do balanço positivo, a CARE reconhece desafios relacionados com a insegurança, degradação das estradas, actual crise de fornecimento de combustíveis e dificuldades de acesso a algumas zonas, sobretudo nas províncias de Cabo Delgado e Gaza.
"Há vários desafios. Já ao nível de Cabo Delgado, o desafio da insegurança continua lá. Há desafios operacionais ligados à dificuldade de transitabilidade, às vezes, de acesso. As estradas estão extremamente degradadas, não só ao nível da província de Cabo Delgado, mas, se olharmos também o impacto das cheias ao nível da província de Gaza, o acesso a Chibuto, a Massingir, a Guijá, mesmo dentro do Chokwe, que ainda continua a ser um desafio. O outro aspecto essencial é a crise em relação ao fornecimento de combustíveis, e sobretudo ao nível da província de Cabo Delgado, isso tem afetado", disse.
O Projecto RESTORE é uma iniciativa de resposta humanitária multissectorial implementada nas províncias de Cabo Delgado, Gaza e Nampula, com intervenções nas áreas de segurança alimentar e agricultura, saúde, água, saneamento e higiene, abrigo e protecção. O programa é financiado pelo Fundo Humanitário para a África Oriental e Austral (ESAHF) e implementado por um consórcio liderado pela CARE Internacional em Moçambique, envolvendo cinco organizações parceiras.
A iniciativa decorre entre Abril e Outubro de 2026 e tem como objectivo responder às necessidades das populações afectadas por conflitos, deslocações e cheias.(MRTV)

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